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A incrível campanha AW16 da Dolce&Gabbana

Eu sou apaixonada por comunicação. E quando digo isso, não estou falando só dos textos, não, mas sim de tudo aquilo que o acompanha e que o torna mais palpável. Pode ser vídeo, pode ser áudio, mas, pessoalmente, amo a imagem (não é à toa que sou formada em design gráfico). Mas se tem uma coisa que realmente me encanta e faz meus olhos brilharem é a fotografia e a forma como ela pode contar uma história inteira em apenas um singelo disparar de obturador. Pra mim, mágico mesmo é o fotógrafo que sabe exatamente como narrar uma boa história num frame de pouco mais de 10 megapixels.

Por isso, quando Domenico Dolce e Stefano Gabbana apresentaram sua campanha de AW16, fotografada por Franco Pagetti, eu não poderia ficar mais surpresa. Quero dizer, o que aconteceu com as campanhas clicadas pelo próprio Domenico, ou até por Mario Testino? Bem, parece que ficaram no passado, pois o eleito da vez é principalmente conhecido pelas suas fotografia de zonas de guerra, como Iraque, Afeganistão e Palestina.

A primeira vista, Franco achou que Domenico Dolce havia se confundindo, mas sua habilidade e atitude foram o que chamaram atenção do estilista. O briefing para campanha era simples. Apenas “uma simples reportagem das nossas roupas em Nápoles”.

O resultado é absolutamente inspirador. O contraste das roupas de sonhos e da realidade dos cidadãos de uma cidade tradicional como Nápoles é de tirar o fôlego.

Franco contou ao Telegraph (Junho de 2016) que estipulou algumas condições para que fotografasse a campanha: “Em Bagdá e na Líbia, eu ando por aí clicando minhas próprias fotografias. Eu não tenho um monte de gente me cercando. Eu quero estar sozinho com a minha história e pessoas em frente a minha câmera. Mais que os modelos, as pessoas de Nápoles devem estrelar a campanha”.

E foi exatamente isso que ele fez. Pela primeira vez numa campanha de uma marca de moda, outras marcas aparecem nas fotografias. Franco dirigiu os modelos de forma em que não houvesse poses ou posições artificiais, mas que procurassem se divertir e se misturar com os ambiente, formando efetivamente uma história.

Ainda em entrevista ao Telegraph, Pagetti conta: “Para mim não há diferença. Não gosto de ser chamado de fotógrafo de guerra. Sou um fotógrafo porque gosto de histórias, gosto de pessoas. Para mim, fotografas essas roupas lindas no meio de Nápoles era uma história incrível.” Sobre a direção da campanha, ainda diz: “Todo mundo consegue fotografar em um estúdio. As pessoas querem realidade. Encoragei os modelos a mostrarem suas almas porque as pessoas estão cansadas de verem editoriais irreais”.

Uma campanha cool e fresh que trás a tona o que realmente falta para o mercado de luxo: um pezinho na sonho e outro na realidade e nas pessoas reais que andam e existem por aí mundo afora.

 

Fotos: models.com/Reprodução



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Os produtos que salvaram a minha pele

Nunca fui uma das pessoas mais dedicadas a cuidar da pele na vida. Usava no máximo do máximo um sabonete específico para a pele, pois o óleo que surgia no meu rosto depois de usar um sabonete comum não era desse mundo. Até que um tempo atrás esse meu sabonete acabou e eu resolvi fazer o teste: será que era mesmo necessário mais um gasto, pois não são baratos, ou era só ladainha de dermatologista pra fazer a gente gastar fortunas com dermocosméticos?

Bem, não preciso nem dizer qual foi o resultado, ou preciso? Uma semana depois minha pele do rosto mais parecia com uma peneira. Cheia de acnes e uma oleosidade horrível. E não há nada que fique bom num rosto cuja pele está judiada. Você pode ter a base mais cara do mundo, o pó mais rico do mundo, o corretivo com mais cobertura do mundo… Acredite, absolutamente nada fica aceitável quando sua pele está cheia de casquinhas e bolinhas vermelhas. O máximo que dá pra fazer é esconder um pouco da vermelhidão, o resto vai ficar uma lambança só.

Depois que finalmente saquei disso, nunca mais larguei do sabonete facial, e na busca pela pele de pêssego, acabei adquirindo outros produtos incríveis, que fizeram milagres no meu rosto. E se você acha que é só com creme Dior que dá pra ficar com a pele linda, vem cá que eu te mostro um produtinhos com custo benefício incríveis que você vai amar!

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Pra começar, sempre achei meio balela essa coisa de precisar tirar a maquiagem antes de dormir. O máximo que eu fazia (JURO) era tirar o excesso com um lencinho umedecido e cama. Foi só depois de de uma crise acneica bem feia que combinava base vencida & rosto mal limpado que eu decidi comprar um bom demaquilante. O meu escolhido foi o famosíssimo Bioderma que tinha sido recém lançado aqui no Brasil. A minha versão atual é a pequenininha, pois durante a semana não tenho tempo, muito menos paciência, para usar maquiagem todos os dias, então meus produtos acabam vencendo sem nem ao menos chegar a metade. O produto é ótimo, aliás! Bem leve e realmente tira toda a maquiagem que não seja a prova d’água (para esses, um bifásico é o canal).

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Depois de tirar a make, lavo e enxaguo muito bem com um sabonete facial específico. Antes de usar esse Timewise, da Mary Kay, usava um em barra da Profuse, o Puriance, que, particularmente, gostava mais do que desse. Além de durar mais, sentia que a limpeza era ainda mais profunda, apesar desse deixar a pele mais lisinha, pois ele elimina todas as peles mortas através de uma mini esfoliação feita a partir de pequenos glóbulos contidos no produto. A consistência é bastante parecida com a de um gel, ele não possui fragrância, mas possui um cheirinho suave de sabonete, não faz muita espuma e dura bastante!

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Duas vezes por semana, procuro fazer uma máscara. Ouvi dizer que máscaras de argila eram ótimas para peles judiadas, e como a minha estava em estado de calamidade, numa ida a Sephora acabei comprando esse, que é de uma marca brasileira de venda exclusiva por lá. O Segredos de Camarim, da Feito Brasil fez milagres pra pele do meu rosto. O rótulo diz o seguinte: “Formulada com Argila Natural de Certificação Orgânica. Produto livre de álcool. As Proteínas de Soja e Trigo associadas ao Extrato de Aveia promovem um filme protetor, conferindo efeito restaurador, maciez, brilho e textura agradável à pele. A Água Floral de Camomila acalma e suaviza a pele.” Ou seja, além de ser um produto incrível, ainda é livre de parabenos (atenção a isso) e é cruelty free. Demais né? Se estiver procurando uma máscara para esse tipo de tratamento e não quer gastar muito, aposte nessa. Ela é super baratinha (R$49) e dura muuuito!

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E por fim, o meu queridinho da vida! O Instant Moisturizer, da Sephora é um dos melhores hidratantes que já usei. Leve, hidratante na medida, dura muito e não é caro. Dá pra ficar melhor? Dá sim, tem um cheirinho incrível que já virou o meu cheirinho de dormir, haha! Acabei comprando por indicação de uma amiga da Diana, a Renata, que além de ter trabalhado vários anos na própria Sephora, ainda é uma makeup artist incrível. Segundo ela, sempre antes de maquiar uma modelo, ela passa esse hidratante 10 minutos antes de aplicar a base. E, bem, eu fiz esse teste e é real oficial: esse hidratante é incrível!



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A moda e seus novos caminhos

Na contramão da rapidez nos tempos de Forever 21 e Zara, o slow fashion chega para dar um stop na produção desenfreada e para propor uma nova maneira de consumo.

De todas as palavras, uma das que não se encaixa no padrão do indivíduo dos dias de hoje é “sempre”. Poderia até mesmo afirmar que ficou antiquada, pois, em tempos de Instagram e Snapchat, tudo é efêmero. Em pleno 2016, mais e mais fast fashions, estrangeiras e nacionais, abrem suas portas em shoppings e centros comerciais, favorecendo um consumo louco e pouco crítico. Percebendo esse estado de torpeza coletiva, um movimento conhecido como slow fashion vem crescendo e ganhando força no mercado brasileiro, por meio de labels renomadas, como é o caso da paulista Paula Raia e da estreante da temporada, À La Garçonne, e de pequenas marcas, como é o caso da Orna, Baum & Haut e O Jambu.

O termo, criado em 2007, pela pesquisadora, autora e consultora britânica Kate Fletcher, designa um movimento que prega o desaceleramento da criação e recriação da moda, que hoje, se dá de tempos em tempos – geralmente, de um mês para o outro. Não é sobre as tendências e modismos sazonais, mas, sim, sobre a produção de itens de moda de uma forma mais sustentável e, por sua vez, com mais qualidade. E foi exatamente esse o ponto em que Alexandre Herchcovitch tocou em sua primeira coleção no comando da À La Garçonne, marca de Fabio Souza, para a qual trouxe às passarelas um desfile repleto de peças reconstruídas a partir de modelos antigos, e tecidos reaproveitados.

Uma outra grande estilista que utiliza o mood slow a seu favor é Paula Raia, que já vem sendo reconhecida pela sua maneira muito singular de trabalhar e de apresentar suas coleções. O tempo, para ela, parece passar de uma maneira diferente, tanto que já anunciou que seus desfiles só acontecerão uma vez ao ano. E se, para as grandes marcas e estilistas, o slow fashion se tornou uma maneira de se diferenciar das grandes companhias fast, o movimento também proporciona a pequenos empreendedores a chance de produzir algo especial, diferenciado, com qualidade e com o frescor que só mentes criativas e jovens podem oferecer. É o caso, por exemplo, da marca Orna, sob a direção criativa das irmãs Alcantara, donas do blog Tudo Orna, que encontraram essa brecha no mercado e investiram na produção de bolsas diferenciadas, com design cool, mão de obra artesanal e matéria-prima 100% nacional.

Outra label brasileira que encontrou no slow fashion a sua maneira de existir foi a O Jambu, marca mineira de acessórios fun, que completa um ano de vida. Todas as peças são produzidas com calma e atenção aos detalhes, desenhadas e testadas pela equipe, para detecção de qualquer possível erro na produção. “Gosto de usar a peça piloto para detectar as suas falhas antes de dar o OK na produção. […] Eu faço todo o processo: passo cola, bato martelo, coloco metais, desviro e viro bolsas”, Carolina Marques, mente criativa por trás da marca, revela à L’Officiel (Junho de 2016).

E já que o cuidado e zelo com os produtos parece ser elemento-chave para o sucesso no movimento, a recém-nascida Baum & Haut acredita que as peças devem ter uma relação e um envolvimento com seu dono. “Você vai gestando a sua peça com a gente, vai se envolvendo com a história dela. A ideia é criar algo que a pessoa vá ter para sempre”, conta Carolina Baum, dona da marca, ao FFW (Maio de 2016). O processo de criação de cada peça pode levar de duas semanas à um mês, dependendo da complexidade do modelo, além de poder ser completamente customizada a gosto do comprador.

Se tem uma coisa que é fato é que as pessoas têm procurado, cada vez mais, novas formas de se relacionarem e criarem laços sentimentais. Seja com pessoas, seja com seus pertences. E, mesmo quando o tempo parece caminhar a passos largos, indivíduos sentem que adquirir não é mais o bastante, e que repensar em suas formas de consumo é mais do que necessário. Hoje, o must-have da temporada não é uma it-peça, mas sim as lembranças de momentos especiais, e a certeza de que aquele item que você tanto ama, vai te acompanhar por muitos e muitos anos, e que, no fim das contas, você terá também o seu próprio tipo de “…e foram felizes para sempre”.

Fotos de capa: Paulo Reis / Ag. Fotosite