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Precisamos falar sobre a Delpozo

Há algumas temporadas, a grife espanhola Delpozo buscou se reinventar e desde então vem apostando em shapes arquitetônicos e cores doces para conquistar um novo mercado. E dessa história só podemos tirar uma moral: em terra de padrãozinho, quem se diferencia é rei. 

Gostar de moda ultimamente não tem sido fácil. Pior ainda para aqueles que, não só gostam, mas também querem escrever sobre. O mercado instável, a dança das cadeiras nas grandes labels, sem contar com as coleções e mais coleções todas iguais, com os mesmos shapes, os mesmos materiais, as mesmas inspirações, as mesmas cores, têm tornado a arte do jornalismo de moda cada vez mais difícil. Talvez até pelo fato de que a maioria dessas grandes marcas usem o mesmo bureau de tendências na hora de pensar suas coleções, mas isso é assunto para outro texto.

O fato é que está cada vez mais difícil encontrar uma boa pauta em fashion weeks. Uma pauta que questione, uma pauta que faça real sentido e que seja mais do que aquelas café-com-leite sobre tendências e cores da estação. Porque, sejamos sinceros, todas as temporadas quase sempre se repetem.

O máximo que acontece aqui e ali é um desfile que dá muito errado, como o da Yeezy (e coloca errado nisso), ou um que dá muito certo, como é o caso da Fendi em seu desfile de comemoração de 90 anos. No mais, tudo sempre igual. Talvez seja o medo de errar ou de causar um efeito descabido, porque a gente conhece bem a mídia que temos. E nem estou falando da moda como veículo de protesto político, não é isso. Porque não precisa ser. Pode ser só bonito. Ou feio. Ou estranho. Pode ser diferente. Mas não precisa ser sempre igual.

E nesse mar de padrãozinho noventinha e setentinha que andam as passarelas, algumas marcas surgem como uma brisa fresca para aliviar a gente dessa onda de mais-do-mesmo que temos visto por aí. Esse é o caso da Delpozo, que ganhou o coração dessa que vos fala há algumas temporadas não só pela cartela de cores um tanto quanto diferente e vibrante, mas, principalmente, pelas silhuetas geométricas e volumosas.

Coisa que, aliás, virou identidade da marca desde que Joseph Font assumiu a direção da marca, em 2012. Contratado com a missão de reviver a grife espanhola e transformá-la numa marca de luxo internacional, Font levou tudo que lhe foi dito ao pé da letra. O designer, que é formado em arquitetura e design de moda na Espanha, começou sua carreira em Paris com a sua própria marca, com a qual chegou a desfilar prêt-à-porter e couture.

Ao assumir a direção da grife logo após a morte de seu fundador, Jesús del Pozo, Font trouxe o frescor que a marca, que conta com um legado de 40 anos, estava precisando. O primeiro passo foi mudar a sede da label para Madrid, e o segundo levar os desfiles para o NYFW, trazendo suas criações, chamadas por muitos de prêt-à-couture, para os holofotes da Big Apple, projetando-as para o mundo.

E não é para menos. A feminilidade e delicadeza das suas peças, combinadas aos shapes arquitetônicos são se fazer o coração da maioria das mulheres bater mais forte. E engana-se quem pensa que as silhuetas geométricas compõe um visual pesado e duro. Muito pelo contrário, apesar das linhas retas e cortes estruturados, tudo ali parece muito leve e quase-quase etéreo.

É óbvio, então, que seu último desfile para o NYFW, com a coleção Spring 2017 RTW, não poderia ser diferente. Tudo ali era brilhante, em todos os sentidos. Desde os jacquards florais metalizados, até o acabamento das peças perfeitamente cortadas, ajustadas e drapeadas.

Font sabe exatamente como pegar uma tendência e usá-la a sua melhor maneira, explorando novas formas e acabamentos para dar àquela peça um novo valor e sair do lugar comum. Belíssimos exemplos disso, são os cropped tops que exploram volumes em lugares inesperados. Coloque na lista também peças com decotes ombro a ombro sobrepostas à belíssimas camisas de alfaiataria.

Ah, mas você quer peças inusitadas? Então que tal as pantalonas super oversized, que mais parecem com saias rodadas? Ou então, uma blusa toda feita com detalhes em dourado que, além de ter seu decorado ombro-a-ombro, ainda fecha na frente com um maxi-laço? Vale a pena destacar também a presença desse novo corte de bermudas, logo acima do joelho que pouco se viu nos últimos tempos.

E acessórios. Precisamos falar sobre acessórios. Nos pés, flats de bico fino de amarrar metalizadas, ora finalizadas com aplicações florais, ora não. Nas mão, mini bolsas em um material semitransparente e holográfico. E, para finalizar, belíssimos earcuffs que mais pareciam fazer parte da roupa em si. Uma cascata de flores brilhantes, em sua maioria, tão longa que ultrapassava a linha das clavículas até chegar a altura do seio. Desejo imediato.

Um desfile com peças tão singulares que é quase impossível descrevê-lo num único texto. Peças tão únicas, com tecidos e acabamentos tão diferentes que merecem mais do que descrição: merecem apreciação. Confira abaixo o vídeo da apresentação (clique em “Watch again” e avance para 25min).

 

 

Por definição, a moda não pode ser considerada uma arte. Por isso, por essa impossibilidade de chamar a obra de Joseph Font de arte, encontrei outra categoria para classificá-la. A delicadeza das suas criações e seu poder de encantar são algo que poderiam ser facilmente chamados de conto de fadas.

A Delpozo é, sem sombra de dúvida, a brand-to-watch das próximas temporadas.



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A incrível campanha AW16 da Dolce&Gabbana

Eu sou apaixonada por comunicação. E quando digo isso, não estou falando só dos textos, não, mas sim de tudo aquilo que o acompanha e que o torna mais palpável. Pode ser vídeo, pode ser áudio, mas, pessoalmente, amo a imagem (não é à toa que sou formada em design gráfico). Mas se tem uma coisa que realmente me encanta e faz meus olhos brilharem é a fotografia e a forma como ela pode contar uma história inteira em apenas um singelo disparar de obturador. Pra mim, mágico mesmo é o fotógrafo que sabe exatamente como narrar uma boa história num frame de pouco mais de 10 megapixels.

Por isso, quando Domenico Dolce e Stefano Gabbana apresentaram sua campanha de AW16, fotografada por Franco Pagetti, eu não poderia ficar mais surpresa. Quero dizer, o que aconteceu com as campanhas clicadas pelo próprio Domenico, ou até por Mario Testino? Bem, parece que ficaram no passado, pois o eleito da vez é principalmente conhecido pelas suas fotografia de zonas de guerra, como Iraque, Afeganistão e Palestina.

A primeira vista, Franco achou que Domenico Dolce havia se confundindo, mas sua habilidade e atitude foram o que chamaram atenção do estilista. O briefing para campanha era simples. Apenas “uma simples reportagem das nossas roupas em Nápoles”.

O resultado é absolutamente inspirador. O contraste das roupas de sonhos e da realidade dos cidadãos de uma cidade tradicional como Nápoles é de tirar o fôlego.

Franco contou ao Telegraph (Junho de 2016) que estipulou algumas condições para que fotografasse a campanha: “Em Bagdá e na Líbia, eu ando por aí clicando minhas próprias fotografias. Eu não tenho um monte de gente me cercando. Eu quero estar sozinho com a minha história e pessoas em frente a minha câmera. Mais que os modelos, as pessoas de Nápoles devem estrelar a campanha”.

E foi exatamente isso que ele fez. Pela primeira vez numa campanha de uma marca de moda, outras marcas aparecem nas fotografias. Franco dirigiu os modelos de forma em que não houvesse poses ou posições artificiais, mas que procurassem se divertir e se misturar com os ambiente, formando efetivamente uma história.

Ainda em entrevista ao Telegraph, Pagetti conta: “Para mim não há diferença. Não gosto de ser chamado de fotógrafo de guerra. Sou um fotógrafo porque gosto de histórias, gosto de pessoas. Para mim, fotografas essas roupas lindas no meio de Nápoles era uma história incrível.” Sobre a direção da campanha, ainda diz: “Todo mundo consegue fotografar em um estúdio. As pessoas querem realidade. Encoragei os modelos a mostrarem suas almas porque as pessoas estão cansadas de verem editoriais irreais”.

Uma campanha cool e fresh que trás a tona o que realmente falta para o mercado de luxo: um pezinho na sonho e outro na realidade e nas pessoas reais que andam e existem por aí mundo afora.

 

Fotos: models.com/Reprodução



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Os produtos que salvaram a minha pele

Nunca fui uma das pessoas mais dedicadas a cuidar da pele na vida. Usava no máximo do máximo um sabonete específico para a pele, pois o óleo que surgia no meu rosto depois de usar um sabonete comum não era desse mundo. Até que um tempo atrás esse meu sabonete acabou e eu resolvi fazer o teste: será que era mesmo necessário mais um gasto, pois não são baratos, ou era só ladainha de dermatologista pra fazer a gente gastar fortunas com dermocosméticos?

Bem, não preciso nem dizer qual foi o resultado, ou preciso? Uma semana depois minha pele do rosto mais parecia com uma peneira. Cheia de acnes e uma oleosidade horrível. E não há nada que fique bom num rosto cuja pele está judiada. Você pode ter a base mais cara do mundo, o pó mais rico do mundo, o corretivo com mais cobertura do mundo… Acredite, absolutamente nada fica aceitável quando sua pele está cheia de casquinhas e bolinhas vermelhas. O máximo que dá pra fazer é esconder um pouco da vermelhidão, o resto vai ficar uma lambança só.

Depois que finalmente saquei disso, nunca mais larguei do sabonete facial, e na busca pela pele de pêssego, acabei adquirindo outros produtos incríveis, que fizeram milagres no meu rosto. E se você acha que é só com creme Dior que dá pra ficar com a pele linda, vem cá que eu te mostro um produtinhos com custo benefício incríveis que você vai amar!

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Pra começar, sempre achei meio balela essa coisa de precisar tirar a maquiagem antes de dormir. O máximo que eu fazia (JURO) era tirar o excesso com um lencinho umedecido e cama. Foi só depois de de uma crise acneica bem feia que combinava base vencida & rosto mal limpado que eu decidi comprar um bom demaquilante. O meu escolhido foi o famosíssimo Bioderma que tinha sido recém lançado aqui no Brasil. A minha versão atual é a pequenininha, pois durante a semana não tenho tempo, muito menos paciência, para usar maquiagem todos os dias, então meus produtos acabam vencendo sem nem ao menos chegar a metade. O produto é ótimo, aliás! Bem leve e realmente tira toda a maquiagem que não seja a prova d’água (para esses, um bifásico é o canal).

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Depois de tirar a make, lavo e enxaguo muito bem com um sabonete facial específico. Antes de usar esse Timewise, da Mary Kay, usava um em barra da Profuse, o Puriance, que, particularmente, gostava mais do que desse. Além de durar mais, sentia que a limpeza era ainda mais profunda, apesar desse deixar a pele mais lisinha, pois ele elimina todas as peles mortas através de uma mini esfoliação feita a partir de pequenos glóbulos contidos no produto. A consistência é bastante parecida com a de um gel, ele não possui fragrância, mas possui um cheirinho suave de sabonete, não faz muita espuma e dura bastante!

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Duas vezes por semana, procuro fazer uma máscara. Ouvi dizer que máscaras de argila eram ótimas para peles judiadas, e como a minha estava em estado de calamidade, numa ida a Sephora acabei comprando esse, que é de uma marca brasileira de venda exclusiva por lá. O Segredos de Camarim, da Feito Brasil fez milagres pra pele do meu rosto. O rótulo diz o seguinte: “Formulada com Argila Natural de Certificação Orgânica. Produto livre de álcool. As Proteínas de Soja e Trigo associadas ao Extrato de Aveia promovem um filme protetor, conferindo efeito restaurador, maciez, brilho e textura agradável à pele. A Água Floral de Camomila acalma e suaviza a pele.” Ou seja, além de ser um produto incrível, ainda é livre de parabenos (atenção a isso) e é cruelty free. Demais né? Se estiver procurando uma máscara para esse tipo de tratamento e não quer gastar muito, aposte nessa. Ela é super baratinha (R$49) e dura muuuito!

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E por fim, o meu queridinho da vida! O Instant Moisturizer, da Sephora é um dos melhores hidratantes que já usei. Leve, hidratante na medida, dura muito e não é caro. Dá pra ficar melhor? Dá sim, tem um cheirinho incrível que já virou o meu cheirinho de dormir, haha! Acabei comprando por indicação de uma amiga da Diana, a Renata, que além de ter trabalhado vários anos na própria Sephora, ainda é uma makeup artist incrível. Segundo ela, sempre antes de maquiar uma modelo, ela passa esse hidratante 10 minutos antes de aplicar a base. E, bem, eu fiz esse teste e é real oficial: esse hidratante é incrível!